Flor de São Miguel (Petrea volubilis) – Família Verbenaceae

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Nome Científico: Petrea volubilis
Nomes Populares: Flor de são Miguel, Capela de viúva, Petréia, Touca de viúva, Viuvinha
Família: Verbenaceae
Categoria: Trepadeiras
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: América do Sul, Brasil
Altura: 9 a 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

 

 

A Flor de São Miguel, é uma planta de origem brasileira, conhecida popularmente por Capela de viúva, Petréia, Touca de viúva e Viuvinha.

Ela contém aproximadamente 30 espécies divididas entre arbustos e trepadeiras.

Quem disse que as trepadeiras eram uma daquelas que faziam o jardim parecer, pelo menos, selvagem?

A verdade é que existem algumas espécies que têm uma taxa de crescimento tão rápida que, se não são controladas, parecem um pouco más, mas isso não acontece com as do género Petrea.

Além de serem plantas sempre verdes, produzem flores penduradas tão bonitas que, em inglês, são chamadas de “chuva roxa”.

O nome Petrea foi dado para comemorar o nome do Lord Petre, que, no século XVIII, tornou-se famoso pela sua maravilhosa colecção de plantas exóticas.

Volubilis significa “entrelaçamento”.

Um dos nomes habituais “Fleur de Dieu” significa “flor de Deus”, um outro – “Vinha Lixa” – refere-se as folhas ásperas.

Flor De São Miguel

Flor de São Miguel (Petrea volubilis)

A viuvinha é sensível a podas, mas tolerante a geadas e a mudanças bruscas de temperatura, tornando-se uma espécie bastante comum nos jardins.

A floração acontece entre Setembro e Outubro, sendo muito visitada por abelhas e borboletas, os seus polinizadores naturais.

É uma planta de sol pleno e gosta de solo húmido, mas nunca encharcado.

A rega da Flor de São Miguel (Petrea volubilis) deve ser moderada duas vezes por semana, com maior quantidade nos meses mais quentes e menos vezes nos meses mais frios.

É uma planta de clima quente e húmido.

 

As flores da Flor de São Miguel

As suas abundantes flores, pequenas e perfumadas, são compostas de duas estruturas: uma de pétalas azuis finas e longas, outra de pétalas roxas, curtas e arredondadas, o que lhe confere uma aparência inconfundível.

Há ainda uma variedade de flores brancas, mais difícil de ser encontrada. Nos dois casos, a textura das pétalas é levemente peluda, sendo muito suave ao toque.

Paisagismo

Flor de São Miguel é empregue para fins ornamentais, enfeitando jardins, canteiros e cercas vivas.

Como os seus galhos crescem em abundância, é aconselhável fazer o encaminhamento da planta para o efeito paisagístico ficar melhor.

A sua multiplicação pode ser feita por sementes, por estaquia de ramos e também por alporquia.

Técnica da alporquia

Uma técnica que também poderá ser utilizada é a alporquia, obtendo inclusive mudas de menor tamanho.

Significa escolher um ramo para servir de alporque e que esteja bem formado.

Com um canivete limpo em álcool, anelar o ramo, retirando a camada de casca externa, descobrindo o câmbio, onde passam os nutrientes da seiva elaborada.

Colocar hormona de enraizamento em pó ou gel, cobrir com musgo sfagno húmido, cobrir com plástico e amarrar.

Regar regularmente o musgo, para facilitar a emergência das raízes.

O sfagno (Sphagnum) é aquele musgo que os floristas usam para preencher arranjos, é adquirido em floriculturas e lojas especializadas em materiais para arranjos florais.

Também é utilizado como substrato para orquídeas e bromélias.

Quando as raízes surgirem fora do musgo, abra o alporque, corte o ramo separando da planta matriz e plante num vaso ou saco de cultivo com o mesmo substrato de plantio recomendado.

Não esquecer de colocar tutor para conduzir a muda e regar após o plantio.

 

Propagação por estaquia de ramos:

Para estaquia usar ramos de ponteiro em substrato semelhante ao da semeadura, mantendo a humidade e deixando em cultivo protegido.

A Flor de São Miguel (Petrea volubilis) tem alguma dificuldade de criar raízes nas estacas, então é conveniente o uso de hormonas de enraizamento.

Votos: 3 | Pontuação: 5

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